terça-feira, 20 de março de 2012

ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA


Cooperativa de Crédito Rural dos Produtores da Região de Irecê (CREDIRURAL)
CNPJ 05.853.210/0001-46, NIRE 29400030815
Praça Dr. Mario Dourado Sobrinho, nº74 - Centro
CEP: 44.900-000, Irecê – BA


EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA

O Presidente da Cooperativa de Credito Rural dos Produtores da Região de Irecê (CREDIRURAL), no uso das atribuições que lhe confere o Estatuto Social, convoca os associados, que nesta data são em número de 490 (Quatrocentos e noventa), em condições de votar, para se reunirem em Assembléia Geral Ordinária a realizar-se na Casa do Comércio de Irecê, situado à Rua Demetrio da Silva Dourado S/N, bairro Codevasf, Irecê, Bahia, CEP 44.900.000, por possuir melhor acomodação para um elevado número de associados, no dia 27 de abril de 2012, às 17h00min (dezessete horas), com a presença de 2/3 (dois terços) dos associados, em primeira convocação; às 18h00min (dezoito horas), com a presença de metade mais um dos associados, em segunda convocação; ou às 19h00min (dezenove horas), com a presença de no mínimo 10 (dez) associados, em terceira e última convocação para deliberar sobre os seguintes assuntos:

ORDEM DO DIA DA ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA:
1 - Prestação de Contas referente ao exercício de 2011, compreendendo o Relatório de Gestão, o Balanço Patrimonial, os Demonstrativos das Sobras ou perdas apuradas, as Notas Explicativas às demonstrações contábeis, o Parecer do Conselho Fiscal e de Auditoria, todos em relação a 31 de dezembro de 2011;
2 - Destinação das Sobras ou Rateio das perdas do exercício 2011;
3 - Eleição para Conselho Fiscal – mandato 2012/2013;
4- Fixação de cédulas de presença dos Diretores e membros dos Conselhos de Administração e Fiscal;
5- Definição do valor de diárias para diretores e conselheiros em viagem a serviço da cooperativa;
6 - Informações sobre o Plano de Recuperação apresentado ao Banco Central;
7 - Dar parecer sobre pedidos de desligamento de cooperados em 2011;


Irecê, 15 de março de 2012.
DINÁLIO MARQUES DOURADO
Presidente do Conselho de Administração.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

   
DISTRIBUIÇÃO DAS COOPERATIVAS POR REGIÃO:
O mapa ao lado demonstra que apesar de haver uma forte tendência a acreditarmos que o Cooperativismo encontra maior facilidade de penetração entre as classes sociais mais necessitadas, não é neste meio em que ele mais aparece.
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Existe atualmente uma grande concentração das Cooperativas de Crédito (75% do total) nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, regiões estas consideradas as mais prósperas do país. Segundo dados do BACEN, 2/3 das cooperativas de crédito do país estão nos seguintes estados: São Paulo (316 cooperativas), Minas Gerais (249), Rio Grande do Sul (138), Paraná (130) e Santa Catarina (122). 

Apesar de ter o caráter de regulador das desigualdades sociais não há como negar a herança histórica e cultural existente nestas regiões e que propicia oUnidades de Atendimento de Cooperativas por Região do Brasil empreendedorismo gerado pelas Cooperativas de Crédito.

Atualmente, a) apenas 37% dos municípios do Brasil contam com Cooperativas de Crédito; b) 74 municípios possuem entre 6 e 99 Unidades instaladas e c) é mantido o processo de exclusão das regiões mais carentes.
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sexta-feira, 20 de maio de 2011




                 Cooperativismo de Crédito no Brasil
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O cooperativismo no Brasil destaca-se com o Ramo Crédito onde nos destacamos com a 14ª posição no mundo em expressão no Cooperativismo de Crédito.
 
Padre Theodor AmstadNo Brasil o cooperativismo de crédito iniciou em Nova Petrópolis/RS, no ano de 1902 por iniciativa do Padre suíço Theodor Amstad que em conjunto com outras 19 pessoas fundou a 1ª Cooperativa de Crédito da América Latina. (veja a história)
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Logo nos primeiros anos as cooperativas espalharam-se pelo Rio Grande do Sul e pelo Brasil. Além das 25 cooperativas de crédito fundadas por Amstad outras foam fundadas e transformaram a realidade de muitos municípios. (veja a cronologia da história)
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Em 1964 por ocasião da Ditadura Militar e de uma legislação mais restritiva as cooperativas do Brasil enfrentaram duras restrições e o crescimento sustentado foi retomado apenas após importantes conquistas por ocasião da Constituição Federal de 1988 que reconheceu a importância das cooperativas de crédito. (leia sobre o assunto)
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Atualmente a rede de atendimento das cooperativas no Brasil representa 17% das agências bancárias do país, enquanto que os ativos totais administrados representam 2% do total, sendo que as cooperativas de crédito somadas ocupam a 9ª posição no ranking do volume de ativos estando portanto entre as maiores instituições financeiras do país. (veja o ranking)
Tais números demonstram o grande desafio a ser superado pelas cooperativas brasileiras que, apesar de darem ao Brasil o 14º maior volume de ativos de instituições financeiras cooperativas no mundo, ainda possuem um mercado potencial muito grande para crescimento. (veja esta análise)
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Quantidade de Cooperativas de Crédito por SistemaEm Dez/2010 o Brasil possuía 1.370 Cooperativas de Crédito, 38 Centrais Estaduais e 4 Confederações, sendo alicerçado basicamente em 5 sistemas de crédito, sejam eles, SICOOB, SICREDI, UNICRED, e CECRED, ANCOSOL (representando as centrais Cresol, Ecosol e Crenhor). (veja os dados por sistemas)
 
A opção por reunirem-se em sistemas é uma resposta à grande concorrência encontrada no mercado financeiro brasileiro sendo esta a única alternativa para fazer frente aos grandes conglomerados financeiros existentes.
A partir da Resolução 3442/07 do CMN percebe-se uma grande ênfase à organização das Cooperativas através de Centrais.


As Cooperativas independentes (não filiadas a um sistema), também conhecidas como "solteiras", representam 18% do número total de cooperativas de crédito e sobrevivem à custa de esforços individuais, com maior capacidade de articulação no setor rural, em face da proximidade com o ramo de produção.
 
Enquadradas como "Outros Sistemas" estão 56 Cooperativas Singulares representadas por:
  • CECRED: em Santa Catarina, onde há 12 singulares filiadas à Cooperativa Central de Crédito Urbano (Cecred), entre as quais duas de livre admissão e cinco de empresários;
  • CECRERS: no Rio Grande do Sul, com 21 singulares filiadas à Cecrers Central, uma das quais no ramo de empresários;
  • CENTRALCRED: em Rondônia, onde se desenvolveram 11 singulares de crédito rural filiadas à Cooperativa Central de Crédito Noroeste Brasileiro (Centralcred);
  • CECOOPES: no Espírito Santo, com 3 cooperativas urbanas filiadas à Cooperativa Central de Economia e Crédito Mútuo do Espírito Santo (Cecoopes); 
  • FEDERALCRED: em Alagoas, com 9 cooperativas urbanas voltadas prioritariamente para o segmento de policiais rodoviários, embora algumas delas atendam também servidores da União.    

segunda-feira, 9 de maio de 2011

               Capitalismo e Cooperativismo O cooperativismo está novamente em evidência e tem atraído atenções dos mais variados setores. Tentaremos analisar neste texto os motivos deste ressurgir do cooperativismo e suas conseqüências. A idéia do cooperativismo ganha força na atualidade diante do desemprego. 
O grande impulso sobre esta questão vem justamente Muitos políticos e economistas (neo)liberais e reformistas tem falado no assunto e proposto a “autogestão” ou “co-gestão” como alternativa social. Como explicar essa aparente contradição? Isso somente é possível tendo uma visão de conjunto do sistema capitalista.
O sistema capitalista e os limites para o cooperativismo
O que define o sistema como capitalista não é apenas um modo de produção, mas também um modo de circulação de mercadorias. Isso tem uma importância fundamental para entendermos o cooperativismo dentro do capitalismo. Se não entendermos o capitalismo como um todo e, não apenas como forma de produção, não entenderemos como as cooperativas podem conviver com ele e nos iludiremos sobre seu real caráter.
Nem toda produção no capitalismo acontece de forma capitalista. No campo, a maior parte da produção, mesmo nos países “desenvolvidos” (dominantes) ainda é camponesa, isto é familiar, onde não existe a relação patrão-empregado. Entretanto, para que as mercadorias sejam postas em circulação elas tem que obedecer as leis de mercado. É nesse ponto que a forma de circulação capitalista subordina a produção, mesmo que ela não seja tipicamente capitalista.
O mesmo acontece em relação às cooperativas. Mesmo que sua estrutura seja horizontal (não havendo hierarquia), mesmo que os lucros sejam divididos entre todos, mesmo que todos participem do trabalho e das decisões; enfim mesmo que a produção tenha um funcionamento autogestionário, qualquer cooperativa está submetida às leis de circulação de mercadorias do capitalismo. Mais do que isso: as matérias-primas, máquinas, peças e ferramentas que uma cooperativa utiliza são compradas no mercado, isto é, são mercadorias produzidas de forma capitalista. Isso significa que uma cooperativa está inevitavelmente dentro de um sistema capitalista 
Uma das características do capitalismo é transformar tudo em mercadoria, isto é inevitável. Todo produto social passa ater, além de seu valor de uso, um valor de troca: o qual submete-se irresistivelmente às leis de marcado.
Ou seja, as cooperativas estão subordinadas dentro do capitalismo a todas as variações de mercado que possam ocorrer. Qualquer unidade econômica que exista hoje, por mais horizontalizada (sem hierarquia) que seja sua organização interna, querendo ou não faz parte do sistema, querendo ou não pressiona a oferta e a procura das mercadorias produzidas. Tem que funcionar sob leis e normas já estabelecidas pelo mercado ou pelo Estado. O imposto  ou qualquer tributo pago vai para o Estado, funciona de acordo com as leis de mercado (ex: especulação, crédito, demanda, exploração de força de trabalho), entra em competição com outras unidades econômicas e seu capital (dinheiro) que põe para circular é o capitalismo em essência. 
Mesmo que não pague imposto e nem seja legalizada, fazendo parte da chamada economia informal, compete com outras unidades econômicas e circula dinheiro, e em tudo que se compra no mundo está embutido imposto, ou seja, é parte do sistema capitalista. A rentabilidade da empresa e o total dos lucros dividido entre os cooperados está submetido as demandas do mercado, as variações de oferta e procura. O preço que a empresa paga pelas suas matéria primas, serviços e outros materiais que necessita estão sempre condicionados pelo conjunto do mercado capitalista.
O capitalismo não admite “ilhas” econômicas liberadas. É comum ver como essa unidades econômicas “alternativas”, a medida que se desenvolvem começam a mudar. Começam a fazer concessões e evitam enfrentar e questionar o sistema a fundo. A história está cheia de exemplos de cooperativas de produção e comunidades que terminam sendo organismos capitalistas comuns, tendo proprietários e assalariados. O interessante é que esse fato não é novo. 
O Cooperativismo como instrumento do capitalismo atual
Este é o uso proposto hoje em dia por muitos empresários, políticos e economistas burgueses. Com a desmontagem do estado de bem-estar social, a revogação de inúmeros direitos trabalhistas e sociais, o Estado quer se livrar de um peso que foi obrigado a carregar até aqui. Estes direitos permaneciam como um corpo estranho no interior do Estado, algo que agora ele tem a chance de extirpar de dentro dele. Vale lembrar que estes direitos não foram dados nem concedidos, mas conquistados, impostos com luta. Portanto, defender estes direitos não significa defender o Estado, mas conquistas sociais.
Agora que o Estado se retira das áreas sociais passa a ser interessante que a sociedade civil passe a se incumbir de tarefas que lhe cabiam antes. Isso não seria problema se não pagássemos impostos que o  Estado nos extorque para custear estes benefícios. E não adianta pensar que sonegando um imposto ou outro estaremos nos livrando do Estado: não temos sequer escolha, os impostos mais pesados já vem embutidos em qualquer mercadoria que compramos e disso ninguém foge, não há como se colocar à margem do capitalismo, todos são atingidos. Agora continuaremos pagando os impostos que sustentam este Estado e nem mesmo as migalhas de antes o Estado se propõe a fornecer.  É a revelação da face real do Estado e o fim do mito do “Estado assistente social”.
Para que as tensões sociais sejam minimizadas e a massa não se revolte é preciso que existam válvulas de escape, é preciso que de alguma forma as funções sociais sejam cumpridas por alguém. Obviamente que o escolhido foi a sociedade. É isto que se esconde por detrás dos discursos demagógicos que apelam para que “a sociedade civil participe em parceria com o governo na resolução de problemas sociais”. Uma vez mais os custos devem ser socializados e o sócio majoritário nesses casos é sempre o povo. São inúmeras as iniciativas nesse sentido: “a comunidade participou do mutirão de recuperação das escolas públicas em São Paulo”, é um destes exemplo. Parece bonito, mas o Estado demite funcionários, oferece um péssimo ensino, cobra impostos para educação e depois demagogicamente posa de “parceiro” da comunidade! 
É dentro dessa lógica que a burguesia tem estimulado cooperativas e ONG’s. Não é à toa que o grande boom das ONG’s veio logo após uma reunião conhecida como Consenso de Washingtom em que os grandes imperialistas do mundo definiram como tática a criação de ONG’s para substituir o Estado em suas funções sociais. São alternativas economicamente interessantes exatamente porque não questionam nada na esfera da circulação de mercadorias e capitais (portanto não questionam a lógica global do capital) aumentam a eficácia, reduzem custos de produção e são uma fonte valorosa para as empresas obterem incentivos fiscais e abatimentos em impostos. 
São politicamente ainda mais interessantes porque permitem um discurso demagógico que apela à participação da população, autogestão, co-gestão, etc. Socialmente são extremamente interessantes porque aliviam as tensões sociais na medida em que reslvem os problemas para uma pequena parte da população. Finalmente são ideologicamente interessantes pois fornecem à população um nova ilusão: a idéia de que é possível para todos os excluídos se “incluírem” através de cooperativas. 
Não é por outro motivo que SEBRAE, FIESP, Governo Federal, Universidade de São Paulo, etc vem impulsionando e financiando cooperativas.
Meio Libertário
Tem muita proximidade com o socialismo mutualismo de Proudhon, (um anarquista de meados do século XIX) embora assumam formas novas neste momento histórico. Não é apenas no meio libertário que se fala em cooperativas, autogestão, participação, etc.; hoje em dia. 
Vejamos o que Bakunin já falava sobre isso há mais de um século, sobre a famosa cooperativa de Rochdale (que muitos tomam como exemplo hoje em dia):
“Enquanto os socialistas revolucionários, convencidos de que o proletariado não pode libertar-se dentro do marco do atual sistema econômico, desejam a liquidação social, os socialistas pacíficos desejam, ao contrário,  preservar todas as bases principais, essenciais, da ordem econômica existente. E afirmam que ainda nestas condições e, dentro desta ordem social, necessárias uma e outra para o êxito da civilização burguesa, os operários podem libertar-se e melhorar substancialmente sua situação material graças tão somente ao poder milagroso das associações livres (cooperativas).
Por conseguinte, eles propõe aos operários a formação de sociedades de socorro mútuo, de bancos de trabalho e de associações cooperativas de produção e de consumo, porque consideram que são os únicos meios de salvação. Ao mesmo tempo imploram aos operários que não acreditem nos revolucionários utopistas, que lhes prometem, na verdade, uma impossível igualdade e os arrastam, conscientemente ou não, até sua ruína e sua perdição definitiva.
Vinte anos de experiências na Inglaterra, França e Alemanha terminaram por provar que o sistema cooperativo não pode libertar aos operários, nem ainda melhorar de moda sensível sua situação dentro das condições atuais. A famosa associação de operários de Rochdale na Inglaterra, que tanto barulho fez e que tanta emulação e tantos ensaios suscitou em outros países, terminou por criar uma nova burguesia coletiva, que não vê nenhum inconveniente em explorar a massa dos operários não pertencentes à cooperativa.
Os economistas provaram, que as cooperativas de produção somente são possíveis naqueles ramos da indústria que ainda não foram explorados pelo grande capital, posto que nenhuma associação operária pode competir com este na produção de bens de consumo em grande escala. E como o grande capital trata de controlar, em virtude de uma necessidade que lhe é inerente, todos os ramos da indústria, o destino último das cooperativas de produção será o mesmo que sofreram a pequena e média burguesia: miséria geral e inevitável, submissão ao capital da oligarquia burguesa e absorção de todo o tipo de pequenas e médias empresas pelas grandes empresas pertencentes a umas poucas centenas de pessoas endinheiradas da Europa”.
A partir desse ponto de vista concluímos que a maioria destas unidades econômicas horizontalizadas não possui nenhuma estratégia global de ruptura e transformação que sejam  válidas. Não significa com isso que as formas de produzir sem patrão não servem para nada. Se trata sim, de encarar o problema de frente, em suas dimensões reais e apontar a falta de potencial transformador que possuem essas iniciativas nos dias de hoje. Não vamos criar outra falsa ilusão acreditando que com essas unidades econômicas cooperativas estamos minando o sistema por dentro e aos poucos. Tais unidades só podem servir para solucionar alguns poucos problemas e em situações muito limitadas. Não pode haver autogestão, e nem mesmo co-gestão "pura" dentro da ordem vigente na sociedade capitalista. Além do mais para uma pessoa que continua comprando um determinado produto  pouco importa se ele foi produzido na fábrica X ou Y, a dor no bolso é a mesma. A conclusão é de que as cooperativas atacam única e exclusivamente o problemas da organização do processo produtivo, mas não tocam na questão da circulação das mercadorias. 
Autogestão: uma proposta para toda a sociedade
A Autogestão é a proposta de gestão dos meios de produção e organização global da sociedade em benefício da comunidade, coerente com os princípios de liberdade e igualdade, baseada no mote oriundo da 1ª Internacional onde se dizia  que: "A emancipação das classes trabalhadoras deverá ser obra das próprias classes trabalhadoras". Nós propomos a autogestão como o modo de produção e circulação a ser efetivado de maneira generalizada, ou seja, a autogestão como organização sócio-econômica, viabilizada politicamente pelo federalismo.
A autogestão se conceitua para nós como um modo de produção e circulação autogestionário a ser efetivado. Isso, é óbvio, depende de um processo revolucionário de ruptura onde se elimine a propriedade privada dos meios de produção e as pessoas passem a autogerir a vida sócio-econômica. Outra coisa é quando falamos de um cooperativismo ou de funcionamento autogestionário hoje. Estas unidades, dependendo de sua orientação, podem ajudar a avançar rumo a um processo revolucionário de ruptura que permitirá ampliação em larga escala da autogestão sem as travas e limites que o capitalismo impõe. Não devemos confundir funcionamento autogestionário com a autogestão.
Como tudo o que pensamos, a autogestão também tem que ser pensada no tempo e no espaço para não se tornar uma idéias abstrata. Uma coisa é imaginar uma cooperativa como a “autogestão hoje”, é certamente uma ilusão reformista. Outra coisa é pensar uma cooperativa num momento pós-ruptura, onde o capitalismo e a propriedade desapareceram e a sociedade começa a ser reconstruída em outras bases. Nesse caso sim uma cooperativa pode ser entendida com parte de um processo de autogestão da vida social e não como peça inconsciente do capitalismo. 
O Cooperativismo como instrumento transformador?
Quem tem intenções revolucionárias precisa entender tudo isso para não se tornar vítima inconsciente de todo este processo, ou como eles gostam de dizer: um “inocente útil”. Há basicamente duas atitudes no campo socialista em relação às cooperativas. 
Uma corrente age com as cooperativas como se elas fossem o embrião da nova sociedade. Enxergam nas cooperativas o caminho pelo qual, progressivamente, todos iriam se tornando independentes do capitalismo. Aos poucos iríamos “minando o capitalismo por dentro”. A tendência desta corrente é considerar as cooperativas como uma frente de atuação em si, talvez a principal frente de atuação. Assim as cooperativas seriam um elemento estratégico para se chegar ao socialismo. Nós pensamos que esta corrente não avaliou com clareza as possibilidades do cooperativismo dentro do capitalismo, e que por isso mesmo eles acabam assumindo, na prática, uma atitude reformista.
Cooperativismo dentro uma estratégia revolucionária hoje
Pensar o cooperativismo dentro uma estratégia revolucionária significa em primeiro lugar saber de seus limites e possibilidades. Não rejeitamos as cooperativas e ONG’s, pelo contrário. Elas podem ser muito úteis para se conseguir fundos e financiar nossas atividades. Mas elas não são a frente de inserção em si. As frentes são as fábricas, escolas, universidades, bairros e o campo por exemplo.
As cooperativas são atividades a serem desenvolvidas de acordo com as necessidades da frente de inserção. Ou seja, é a inserção social que deve criar a cooperativa e não a cooperativa que cria a frente. Dessa forma está implícito que a inserção social é que estratégico e que a cooperativa é apenas tática. Ela pode ser útil ou não de acordo com a conjuntura, o principal é termos inserção no local. É isso que será determinante na construção de um processo revolucionário com uma ruptura, que é uma necessidade para que um dia todos, e não apenas os trabalhadores de umas poucas unidades, possam viver de um modo autogestionário.

http://www.lutalibertaria.hpg.ig.com.br/temas2.html
 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Governador de São Paulo fala sobre a importância do cooperativismo no Brasil

“Sou um apaixonado pelo cooperativismo; é um sistema econômico justo, que permite ao pequeno se tornar grande”, afirma o governador paulista Geraldo Alckmin.
Com a posse de Geraldo Alckmin no governo de São Paulo renovam-se as esperanças do cooperativismo paulista. Nosso governador conhece os benefícios que o sistema cooperativista pode trazer à sociedade e especialmente ao pequeno empreendedor. Médico cooperado da Unimed (Cooperativa que atua na área da saúde), Alckmin foi também associado à Comevap, cooperativa do setor de laticínios do Vale do Paraíba, região a que pertence Pindamonhangaba, sua cidade natal. Em recente participação em evento do setor, Alckmin contou que sua relação com o cooperativismo é: “Fiquei muito honrado em participar de um evento cooperativista, pois matei as saudades de meu saudoso Tio João, que junto com Toninho Rodrigues, foi presidente em duas sociedades cooperativas no período entre 1974 e 1979”.
Como gestor público, Alckmin deixa claro seu entusiasmo pela atividade cooperativista: “Sou um apaixonado pelo cooperativismo que cria condições para o pequeno poder ser grande, que permite o crescimento dos cooperados; é um sistema econômico mais justo. As democracias modernas se alicerçam no tripé porque tem a liberdade para produzirem em condições de igualdade, fraternidade e espírito de participação e solidariedade. Fico feliz em ver o cooperativismo de crédito crescendo cada vez mais, porque isso é muito bom para o Brasil”. O governador orgulha-se de ter feito parte do processo de consolidação do cooperativismo no Brasil por meio de proposição de leis quando estava na Câmara Federal. “A Constituição Federal incentiva o cooperativismo, conquista, aliás, da qual participei quando deputado federal membro da Frencoop, na época em que Roberto Rodrigues era presidente da OCB, a Organização das Cooperativas Brasileiras”. Experiências positivas na relação comercial com cooperativas também reforçam sua convicção sobre a eficiência do Cooperativismo e a importância de incentivar essa modalidade de negócio. “Quando estava na Secretaria de Desenvolvimento, contratamos uma cooperativa de motoristas, que nos atendeu muito bem. Vamos estudar uma forma de acolher as boas cooperativas de serviços. São Paulo tem compromisso com o cooperativismo, instrumento econômico que proporciona maior justiça social. As cooperativas geram oportunidades para os pequenos participarem do mercado concorrido”, afirma.  

segunda-feira, 2 de maio de 2011


                               Cooperativa de Crédito – Sua melhor decisão.

No Brasil, a história do Cooperativismo de Crédito tem mais de 100 anos e já beneficia mais de 4 milhões de associados em nossas 1.400 Cooperativas de Crédito. É uma forte solução adotada em vários países, já atendendo 2/3 dos canadenses e  representando 73% da rede de agências “bancárias” francesas. Este artigo apresenta as características deste modelo de negócio e as ótimas vantagens para você e sua comunidade.

A Cooperativa de Crédito é uma ótima solução diante do atendimento e custos ofertados pelos bancos. Na verdade ela se porta como um grande “banco” regional que atende clientes que vivem na sua área de ação, os quais, ao se associarem se tornam donos da Instituição. Nela desfrutam de: competitivas taxas de juros; IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) 9 vezes menor que no banco; tarifas de serviços bem menores que as praticadas no mercado; remunerações atrativas nas aplicações financeiras, inclusive para pequenos e médios valores e ótimas soluções de seguros. Além de um ótimo atendimento e de uma consultoria financeira simples e realista.

Verá que no cooperativismo de crédito terá fácil acesso aos diretores e conselheiros, algo impensável em seu banco. E o mais importante: ao se associar, você participará de um grande projeto sócio-econômico regional, onde, como sócio, terá direito a voto na assembléia geral realizada anualmente, ajudando a definir os rumos da Cooperativa. Pois ela foi criada para apoiar principalmente os projetos pessoais e empresarias dos seus sócios. A Cooperativa de Crédito difere dos bancos, pois os recursos que capta são repassados na própria região através de financiamentos e créditos. Isto fomenta o comércio e a elevação do nível de emprego local, desenvolvendo fortemente a região.

É importante frisar que as Cooperativas de Crédito são instituições financeiras supervisionadas pelo Banco Central o qual exige: fortes pilares para sua operacionalização, rígidos controles, auditorias independentes e transparência na gestão. Ele ainda orienta que a gestão deva ser feita por executivos quem vivem e conhecem muito bem a realidade regional, para que assim a Instituição tenha total clareza nos esforços para o desenvolvimento da área de ação da Cooperativa de Crédito.

O lucro líquido de uma Cooperativa de Crédito é chamado de Sobras. Na assembléia geral anual, realizada no início do ano, você e os demais associados decidem o destino deste recurso através de voto igualitário. A distribuição destas Sobras entre os sócios é feita com base no volume de negócios realizados, após a assembléia definir a parcela que ficará retida para projetos de fortalecimento da Instituição e para as reservas técnicas definidas pelo Banco Central. É importante reforçar que o “lucro” da Cooperativa de Crédito fica na região onde ela atua, já que uma boa parcela das Sobras é distribuída entre os sócios. Um enorme diferencial se comparado com os bancos, os quais não devolvem seus lucros aos seus correntistas, e os enviam para regiões ou países distantes.   

Portanto, para que possa usufruir de todos os benefícios da sua Cooperativa de Crédito você deve se portar como um verdadeiro dono desta Instituição, concentrando nela suas transações financeiras e participando para ganhar sempre. Como parceiro neste projeto você deve permitir que os funcionários que lhe atendem conheçam a plenitude de suas demandas de serviços e produtos financeiros. Isto permite que, ao concentrar, obtenha reais ganhos financeiros e um atendimento de altíssima qualidade. Assim, construirá uma relação comercial de confiança mútua e se sentirá confortável em divulgar na sua sociedade os benefícios, a qualidade e a solidez da sua Cooperativa de Crédito.

Faça como milhões de brasileiros. Conheça ainda mais sobre esta excelente, racional e social solução para suas demandas de serviços e produtos financeiros e obtenha ainda mais sucesso. Associe-se amanhã mesmo a uma Cooperativa de Crédito de sua cidade.

Ricardo Coelho - Consultor do Cooperativismo de Crédito.

sexta-feira, 29 de abril de 2011


                  [O Princípio de Cooperação]


Cooperar é operar, trabalhar juntos. Nenhum objeto na natureza é completamente independente. Quando este princípio de interdependência é envolvido com o seu propósito e se faz consciente, encontra sua máxima expressão no princípio de cooperação. 
A cooperação é essencialmente uma característica humana e está baseada na equidade de mérito para cada indivíduo. Entretanto é no reino humano que esta característica de igualdade faz com que a cooperação seja tão inaceitável, posto que poucos homens admitirão que a sua nação, sua raça, sua classe social ou sua família não seja superior às outras.
Para trabalhar verdadeiramente unidos é necessário um reconhecimento da singularidade dos demais e uma apreciação daquilo que têm para contribuir com o outro no esforço comum.

Cada indivíduo é único, e cada raça e nação tem uma contribuição única a fazer para produzir a rica variedade da humanidade.
Cada homem, mulher e criança ama, espera, teme e aspira. Todos nós somos capazes – não importando nossa raça, nacionalidade, religião ou classe – de sacrifício e serviço, de alegria e de tristeza.
O princípio da cooperação deverá nascer, não da condescendência ou da patronagem, mas do reconhecimento de que trabalhando com outros pelo bem comum, nós beneficiamos a humanidade, e portanto a nós mesmos.
O principal obstáculo de tal reconhecimento e desejo de cooperação é que, inicialmente, devem ser sacrificados o orgulho e o sentimento de superioridade.
O temor subconsciente deve ser erradicado e, ao abrir o próprio coração e mente aos demais, deve ser feito um desagradável ajuste, que pode ser alheio aos próprios padrões de conduta, aos hábitos ou às crenças. 
Hoje a cooperação existe em variados níveis e para diversos motivos. Em muitos casos está baseada em interesses individuais ou nacionais.
Na guerra existe a cooperação entre aliados para alcançar a vitória; na política há cooperação entre nações, geralmente para o benefício de cada nação em particular; nos negócios há cooperação entre as combinações multinacionais para o benefício daqueles participantes; e na ciência somente existe um maior objetivo para o bem de todos quando do desenvolvimento de alguma teoria. 
As relações internacionais entre as distintas ideologias, estão praticamente sempre baseadas na luta para “conseguir uma parte maior do bolo”. Entretanto, um exemplo não usual de cooperação entre crenças opostas foi o da Grécia e os países dos Bálcãs, em que Grécia e Romênia, e Grécia e Bulgária cooperaram em diversos projetos, onde foram construídas represas num rio iugoslavo para prover de água e irrigar os campos ao norte da Grécia.
Outros exemplos de cooperação são os dos projetos especiais das Nações Unidas e os de suas agências especializadas para abolir as necessidades e a enfermidade e a melhorar a agricultura, a indústria e a educação em escala internacional. Estas e outras dezenas de milhares de organizações filantrópicas mostram ampla evidência contra a teoria que diz que o homem é um “animal competitivo”, que pode alcançar seu completo desenvolvimento lutando contra seus semelhantes e explorando-os. A competição, e pior ainda, o ódio entre nações, classes, ideologias e raças, são produtos não da natureza humana, mas da distorção e da supressão da mesma. Quando todos os homens respeitarem seus semelhantes e cada homem for quem cuida de seu irmão, então, a pobreza, tanto quanto a riqueza pessoal, serão coisa do passado. 
Este sentido de respeito mútuo e de justiça, não é de forma alguma um fator novo na história humana, porque muitas das chamadas comunidades “primitivas”, criaram sociedades justas e harmônicas. A cobiça e a exploração não somente aparecem quando há falta de alimentos e de posse de  alguma coisa, mas também quando há um excesso disto. Isso se dá porque o desejo do homem pela auto-indulgência é estimulado e o fraco é explorado pelo mais forte.
Isto nunca foi tão evidente como agora, onde os países poderosos que “mais têm” estão cada vez mais ricos e crescendo, e os países que “não têm”, tornam-se mais pobres.
Não é só que os países ricos não ajudam os mais pobres, mas que as ajudas são dadas de tal forma que no final o país rico se beneficia e o país que recebe a ajuda não tem, às vezes, nem como lutar por sustentar a sua economia, muito menos para melhorá-la. Também, em nível nacional, onde se espera encontrar o princípio de participação mais ativo, vemos em geral o constante crescimento do abismo entre o pobre e o rico.
De todo modo, hoje os países estão compreendendo que quanto mais fundo um país cai na pobreza, maior risco será para a comunidade mundial. O fracasso em não ter participação na economia dos bens do mundo, é um peso para os recursos globais. Mais ainda, é uma fonte de violência potencial. 
Seja em casa ou não, o princípio da cooperação vai em paralelo com o princípio de compartilhar. Tanto o partilhar da responsabilidade, como o partilhar dos recursos materiais, contribui com a qualidade da vida e é um aspecto da cooperação. Na indústria, por exemplo, devemos compreender que a alta qualidade dos produtos e a eficiente produção não dependem somente do capital ou da direção, mas principalmente da habilidade, do vigor do trabalho, do entusiasmo e da boa vontade dos homens e mulheres que produzem os resultados. Como um iluminado presidente disse: “A alma da empresa está nos corações e nas mentes dos empregados que trabalham nela, e estes deverão ser primeiro conquistados, se é que se espera que se consigam bons resultados”. 
Na educação temos a mesma necessidade de participação e de cooperação mundial. Cada indivíduo pode, ao mesmo tempo, ser aluno e professor. Pode ser aluno daqueles que possuem o conhecimento e a habilidade, e professor daqueles que necessitam do conhecimento e das habilidades que se possui. As crianças podem incrementar seus conhecimentos aprendendo com os mais velhos, e podem também aprender, ensinando aos mais novos. A própria comunidade pode ser uma fonte inesgotável de conhecimento para todos, na medida em que todos participam dela, da sua vida e do serviço comunitário. Na comunidade cada indivíduo pode ampliar sua consciência externa do mundo, e sua consciência interna em si mesmo e em seus companheiros, compartilhando com eles suas experiências subjetivas. 
Igualmente no governo, todos podem contribuir para o bem comum exercitando os princípios básicos da cidadania, cuidando e tendo um profundo interesse por toda a sociedade, procurando harmonia e bem-estar para todos, respeitando as diferenças culturais e filosóficas. As pessoas em cada nação e comunidade podem, desta forma, participar ativa e voluntariamente, compartilhando as responsabilidades para a construção de uma vida rica e variada, em cooperação com todos.
Cooperar é dar com generosidade, e também receber com gratidão. Na entrante nova era, as corretas relações humanas e a cooperação mundial para o bem de toda a humanidade será a nota dominante.
fonte : http://www.sabiduriarcana.org/cooperacao.htm